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COVID-19: como a pandemia está impactando o campo da ciência
  • Artigo
  • Ciências da Saúde, COVID-19
  • 18/12/2020
  • pandemia, ciência

O novo coronavírus (SARS CoV-2) desde a sua descoberta, em dezembro de 2019, tem desafiado a comunidade científica na forma de produzir ciência. As limitações físicas, orçamentárias e estruturais são algumas das novas dificuldades apresentadas em meio à pandemia. Por isso, as pesquisas científicas não são desenvolvidas rapidamente e produzi-las pode ter se tornado mais complexo. 

Neste cenário atípico, os pesquisadores tiveram que se adaptar e, ainda, manter o alto nível das pesquisas. Por outro lado, concomitantemente, o mundo tem compreendido o papel importante que a ciência desempenha na vida cotidiana. Hoje, diversos líderes de saúde definem as suas recomendações e protocolos para tratamento da COVID-19, para as mudanças comportamentais na sociedade, com base nos conhecimentos científicos.

Para corroborar com essa evidência, o Índice do Estado da Ciência 2020 (em inglês, State of Science Index), realizado este ano, cerca de seis meses após o início da pandemia, revelou que a confiança na ciência aumentou para 89% em comparação aos dados dos anos anteriores.  Neste artigo, você vai conferir 4 maneiras pelas quais a pandemia de COVID-19 tem promovido mudanças significativas no campo da ciência.

1 -  Acesso mais rápido as pesquisas


A pandemia de COVID-19 revela a importância da divulgação científica com celeridade. (Fonte: iStock)

A tecnologia tem sido um dos instrumentos fundamentais para a disseminação dos avanços científicos. Através dela os cientistas divulgam as suas descobertas no formato digital e com mais velocidade para alcançar milhares de pessoas, em um curto período de tempo. 

Hoje o acesso às novas informações compartilhadas on-line, praticamente, são disponibilizados em tempo real para todos. Basta estar conectado à internet através de um smartphone, tablet ou notebook para ter acesso em qualquer momento e em qualquer lugar aos resultados dos estudos científicos. 

A atual pandemia reflete ainda a importância desse tipo de comunicação com celeridade. Na urgência de encontrar uma vacina para combater a COVID-19, diversos estudos vêm sendo desenvolvidos e a divulgação dos resultados com rapidez se tornou fundamental para colaborar no andamento dos testes em curso.

2 - Conhecimento mais acessível

 
Muitos eventos foram reformulados para serem realizados na modalidade on-line. (Fonte: iStock)

A divulgação de conteúdos precisos e seguros é essencial, principalmente, para os profissionais de saúde aprimorarem as suas habilidades técnicas. Na ciência pré-pandemia, as informações mais recentes de uma determinada área de atuação eram compartilhadas em conferências anuais realizadas, geralmente, em centros de convenções de grandes cidades. No entanto, como participar dos eventos de atualização em meio à pandemia?

Os organizadores de eventos encontraram no modelo virtual a opção ideal para evitar o possível cancelamento. Logo, os congressos ou cursos presenciais, em sua maioria, foram reformulados para o formato digital modalidade mais empregada neste período para compartilhar o conhecimento, evitando a aglomeração. 

Essa adaptação ao formato virtual criou um ambiente mais favorável também para que cientistas de qualquer parte do mundo participassem dos eventos. Como aqueles em início de carreira sem condições de financiar uma viagem, bem como pesquisadores portadores de necessidades especiais (PNE) ou com filhos pequenos. 

3 - Contato mais direto aos especialistas


As mídias sociais permitiram a interação do público direto com os cientistas. (Fonte: iStock)

O momento de pandemia trouxe diversas incertezas quanto ao futuro, e a ciência tem sido o alicerce na tentativa de compreender melhor essa nova realidade. Com isso, a mídia social tem contribuído para reduzir as barreiras entre quem produz a ciência, os cientistas, e os consumidores deste produto, seja seus pares ou o público.

A rede social deu a oportunidade para que todos possam interagir diretamente com o cientista.  Assim, diversos especialistas no assunto têm usado as suas redes sociais para divulgar as informações mais recentes sobre o coronavírus. Como resultado, transformaram-se nos chamados influencers da pandemia, que a cada dia têm conquistado mais seguidores. 

O microbiologista, epidemiologista e comunicador científico Atila Iamarino faz parte desse grupo de especialistas que conquistou grande notoriedade. Com mais de 2 milhões de inscritos no seu canal, as suas transmissões ao vivo se tornaram uma das principais fontes de informação entre os canais no Youtube sobre COVID-19 no Brasil, abordando as atualizações do avanço da pandemia no país e no mundo. 

4 - Ciência mais unificada


Pesquisadores de diversos países se uniram nas pesquisas sobre o vírus SARS-CoV-2 (Fonte: iStock)

Um vírus que gerou inúmeras transformações no dia a dia dos cidadãos e já matou mais de um milhão de pessoas mundialmente tem contribuído no desenvolvimento de uma ciência unificada. Ou seja, pesquisadores de diversas nacionalidades têm se unido para avançar nos conhecimentos do novo coronavírus, assim como nos seus efeitos em diversos órgãos do corpo humano. 

Muitos cientistas temporariamente suspenderam suas pesquisas originais de modo a oferecer perspectivas inovadoras para frear o avanço do patógeno. Além disso, eles estão incessantemente em estudos na busca de encontrar um tratamento mais seguro e eficaz para proteger a população. 

A criação da Aliança Covax é mais um exemplo da unificação da ciência. A Organização Mundial da Saúde (OMS) projetou a iniciativa de criar uma coalizão de mais de 170 países para gerir a produção e a distribuição da vacina de maneira a garantir o acesso justo e equitativo para todas as nações. 

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