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Como precificar a IA na saúde? (imagem: pcess609 / iStock) Como precificar a IA na saúde? (imagem: pcess609 / iStock)
Health Affairs: IA na Saúde — Lições dos EUA para Gestores Ibero-Americanos
  • Notícia
  • Ciências da Saúde
  • 12/02/2026
  • Dot.Lib, Economia da Saúde, Health Affairs, Inteligência Artificial, Política de Saúde, Gestão em Saúde

A Inteligência Artificial (IA) promete eficiência, mas traz desafios econômicos e éticos que atravessam fronteiras. A edição de janeiro de 2026 da Health Affairs traz uma série de análises focadas no mercado norte-americano que, surpreendentemente, espelham as dores atuais dos sistemas de saúde públicos e privados na América Latina.

Embora o contexto regulatório seja diferente, os problemas centrais debatidos são vitais para qualquer gestor hospitalar ou de operadora de saúde na nossa região:

  1. A "Caixa Preta" das Autorizações: Um dos pontos críticos levantados por Michelle Mello e coautores é o uso de IA por seguradoras para automatizar a "gestão de utilização" (autorização de exames e procedimentos). O risco? Algoritmos opacos e enviesados que negam coberturas sem transparência, forçando prestadores a usarem sua própria IA para contestar as glosas. Essa "guerra de algoritmos" já é uma realidade emergente no mercado de saúde suplementar global.

  2. O "Efeito Cogumelo" (Mushroom Effect): A pesquisadora Hannah Neprash introduz um conceito fascinante e assustador para quem gerencia orçamento: o "Efeito Cogumelo". A IA clínica tem o potencial de detectar achados incidentais em massa (pequenas anomalias que antes passariam despercebidas), desencadeando uma cascata de novos exames, consultas e tratamentos. A pergunta que fica para os sistemas de saúde (seja o SUS, planos privados ou seguros): esse aumento de diagnóstico traz valor clínico real ou apenas inflaciona o custo assistencial (sobrediagnóstico)?

  3. O Desafio da Precificação: Como pagar pela IA? O editorial discute se ela deve ser tratada como um "custo indireto" (como o software do prontuário eletrônico) ou um "serviço cobrável" (como um laudo médico). Essa indefinição não é exclusividade dos EUA; na América Latina, hospitais e fontes pagadoras ainda lutam para definir modelos de remuneração que incentivem a inovação sem quebrar o sistema.

O editorial de Donald E. Metz serve como um “aviso prévio”: a tecnologia avança mais rápido que a regulação e os modelos de pagamento. Estudar esses impasses agora é essencial para não repetir os mesmos erros de implementação.

Sobre a Health Affairs

Fundada em 1981, a Health Affairs é o principal periódico internacional dedicado à política de saúde. Publica análises rigorosas e baseadas em evidência sobre economia da saúde, sistemas sanitários, reformas regulatórias e políticas públicas, sendo referência indispensável para pesquisadores, legisladores, gestores de saúde e líderes do setor público e privado em mais de 170 países.

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