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Neandertais e Denisovanos: ancestrais do homem moderno
  • Artigo
  • Ciências Humanas
  • 19/08/2019
  • NAS, PNAS, paleontologia, homo sapiens, neandertais

Em 2008 foi encontrada em uma gruta na Sibéria fragmentos de ossos e artefatos. O material genético coletado foi enviado para pesquisa no Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva em Leipzig, na Alemanha. A equipe de cientistas liderada por Johannes Krause realizou o sequenciamento genético e concluiu que se tratava de uma espécie até então desconhecida pela ciência. 

A nova espécie foi chamada de Denisovanos devido à localização geográfica dos fósseis lá descobertos, a caverna Denisova na Sibéria. A datação por radiocarbono estimou que tinham por volta de 40.000 anos. 

Após anos de estudo, pesquisadores concluíram que por algum tempo o Homo sapiens conviveu e acasalou com ao menos duas outras espécies pertencentes ao gênero Homo: Neandertais ou Homo neanderthalensis e, em descobertas mais recentes, os hominídeos de Denisova ou Homo denisova

A herança genética da procriação com Denisovanos

Testes genéticos recentes detectaram vestígios de DNA denisovano na população dos habitantes modernos do leste da ásia e na Oceania. As novas descobertas indicam cruzamentos interespécie entre o homem moderno, os Neandertais e os Denisovanos.

Normalmente as adaptações e evoluções levam bastante tempo, porém o acasalamento entre esses indivíduos permitiu que os materiais genéticos fossem combinados, aumentando a variabilidade genética e trazendo alguns benefícios. Um exemplo de característica herdada do povo Denisovano é a adaptação que os tibetanos possuem para viver em condições de pouco oxigênio e grandes altitudes.

É interessante pensar que os Neandertais e Denisovanos não estão completamente extintos, já que seus genes fazem parte do código genético do homem moderno, remontando à história da evolução humana.

Dados como a porcentagem de genes das três espécies presentes atualmente na população, assim como informações aprofundadas sobre a convivência entre essas espécies e o homem moderno podem ser encontrados em artigos publicados pela Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) ou simplesmente PNAS, publicação oficial da Academia Nacional de Ciências (National Academy of Sciences- NAS) dos Estados Unidos. Reconhecida pelo seu alto fator de impacto e suas contribuições ao conhecimento, aborda temas em ciências biológicas, físicas e sociais.

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