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Saiba o que os líderes mundiais discutiram e negociaram 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas e confira três journals sobre Ciências da Terra (Fonte: iStock) Saiba o que os líderes mundiais discutiram e negociaram 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas e confira três journals sobre Ciências da Terra (Fonte: iStock)
COP26: um resumo das pautas discutidas
  • Artigo
  • Ciências da Terra
  • 12/11/2021
  • Ciências da Terra, Geologia, Mudanças Climáticas, DotLib, COP26, Journals

Em novembro de 2021 foi realizada a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (a COP26), em Glasgow, na Suécia, oficialmente encerrada nesta sexta-feira (12).

Nesta ocasião, líderes e governantes de diversos países se reúnem para discutir medidas que solucionem, atenuem ou, ao menos, posterguem os efeitos das mudanças climáticas.

Nesta edição, foram discutidas pautas como o desmatamento, a redução da emissão de carbono e metano, além da diminuição do uso do carvão como gerador de energia. Aproveitando a ocasião, a equipe Dot.Lib traz um breve resumo sobre os resultados das negociações internacionais para esses temas na COP26. Confira.

Desmatamento

Uma das principais e mais constantes pautas das conferências das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas é a do desmatamento, que ocorre por interesses agropecuários ou resultado de temporadas de seca contínua.

Nesta edição, governantes de mais de 100 países que detém cerca de 80% das florestas do mundo — entre os quais está o Brasil — se comprometeram ou reforçaram compromissos anteriores de reduzir a devastação da flora nativa.

Vale lembrar que os países signatários da Declaração de Nova York sobre Florestas (DNYF), realizada em 2014, já haviam se comprometido em diminuir pela metade os desmatamentos em seus respectivos territórios até 2020, acabar totalmente com a prática até 2030 e restaurar as áreas degradadas.

No entanto, cinco anos após o encontro, foi publicado o relatório com atualizações do progresso das metas definidas no evento. Os resultados mostram um aumento 43% no desmatamento pelo mundo, atingindo o pico em 2018.

Desde o acordo, a perda média anual de floresta primária tropical úmida acelerou em 44%, sendo a América Latina responsável pela maior parte da perda anual. Ainda segundo o relatório, entre 2001 e 2018, o Brasil perdeu quase 55 milhões de hectares de cobertura arbórea, correspondente a 5,7 campos de futebol por minuto.

Mais de 84 por cento dessa perda ocorreu nos biomas da Amazônia (33 milhões de hectares de perda de cobertura), enquanto o Cerrado perdeu 13 milhões de hectares. Na Mata Atlântica, o bioma onde apenas 12% da floresta original permanece, mais 5 milhões de hectares foram perdidos no mesmo período.

Artigo 6: emissão de carbono

Essa pauta é referente ao sexto e último artigo do Acordo de Paris, realizado em 2015, durante a 21ª Conferência das Partes (COP21). O objetivo é regulamentar o mercado internacional de carbono.

Todavia, o livro que estipula regras para a emissão de carbono e outros gases causadores do efeito estufa ainda não foi finalizado. Dessa forma, os líderes incluíram o tópico na COP26 para discutir os últimos detalhes sobre como viabilizar as regras dispostas no artigo 6, que descreve os mecanismos para a redução de carbono a níveis seguros. Isso deve possibilitar que o mundo faça a transição para uma economia de baixa emissão do gás por meio de compra e venda de créditos de carbono.

Carvão

Ainda em 2021, alguns países são dependentes do carvão para a geração de energia, o que acaba por liberar quantidades excessivas de carbono no ar. O Chile, a Coréia do Sul, a Indonésia, a Polônia, a Ucrânia e o Vietnã — que são algumas das nações que mais dependem desse tipo de energia — acordaram com a meta de diminuir o uso do minério nas principais economias até 2030 e em países mais pobres até 2040.  

Metano

Durante o evento, mais de 100 países anunciaram que irão se comprometer a reduzir em 30% a emissão do metano (CH4) até 2030, entre eles os Estados Unidos e a União Europeia, que figuram como o terceiro e o sexto países no ranking dos que mais emitem no mundo.

No entanto, três dos grandes emissores da substância — China, Índia e Rússia, que são responsáveis por 35% da produção de origem humana — não aderiram ao Compromisso Global do Metano.

Qualquer iniciativa prática que reduza a concentração do metano no ar já faria a diferença nos níveis de aquecimento global. Isso porque, apesar de ser muito potente, o gás é facilmente dissipado na atmosfera.

Caso todos os países consigam aderir à meta proposta na COP26, as temperaturas podem subir menos de 0,2°C durante as próximas décadas, mantendo os níveis do aquecimento global abaixo dos 1,5 graus.

DotLib indica: GeoScienceWorld

As negociações de temas ambientais passam, antes de tudo, pela pesquisa científica e elaboração acadêmica. Por sua vez, é possível que as conclusões desses trabalhos embasem tecnicamente os debates e as tomadas de decisão, como ocorrido na COP26.

A Dot.Lib acredita que tornar esses estudos mais acessíveis pode abrir portas para novas descobertas e soluções científicas que ajudem o mundo a alcançar as metas propostas.

Assim sendo, indicamos três journals da nossa editora parceira GeoScienceWorld — uma das mais renomadas do mundo — cujos estudos podem não só pautar as iniciativas públicas no que diz respeito às mudanças ambientais como ajudar no entendimento das pautas acima listadas pela perspectiva das Ciências da Terra.

Economic Geology

 

Publicada pela primeira vez em 1905, o jornal Economic Geology tem tiragem semestral e é dedicado às publicações de estudos sobre as ferramentas básicas de exploração econômica do geólogo.

Mapeamento geológico, amostragem e análises dos dados dos estudos mais recentes, bem como suas respectivas aplicações práticas, são alguns dos assuntos abordados no periódico.

Environmental and Engineering Geoscience

 

A Environmental and Engineering Geoscience tem como objetivo mostrar a importância da geologia aplicada, tanto no desenvolvimento quanto na restauração da terra. O periódico traz pesquisas originais revisadas por pares e de alta qualidade que são de interesse potencial para hidrogeólogos, geólogos ambientais e de engenharia e engenheiros geológicos que trabalham na seleção do local.

O periódico disponibiliza também estudos sobre viabilidade, investigações, projeto ou construção civil, projetos de engenharia ou em gestão de resíduos, águas subterrâneas e áreas ambientais relacionadas.

Além disso, traz estudos de caso sobre geologia ambiental, geologia de engenharia, geofísica de engenharia, engenharia geotécnica, geomorfologia, geoquímica de baixa temperatura, hidrogeologia aplicada e processos próximos à superfície.

Geology

 

Desde 1973, Geology apresenta cerca de 23 artigos resumidos em até quatro páginas mensalmente. As publicações cobrem todas as disciplinas das Ciências da Terra e incluem novas investigações e tópicos provocativos.

Geólogos profissionais e estudantes universitários em Ciências da Terra usam o journal podem acompanhar as tendências da pesquisa científica na especialidade por meio deste, que é um dos periódicos de geologia mais lidos do mundo.

Para ter acesso a esses e outros journals de reconhecimento internacional da GeoScienceWorld, consulte a disponibilidade via CAPES na biblioteca de sua universidade. Se quiser saber mais sobre a base da GeoScienceWorld para você ou para sua instituição acadêmica, fale conosco por e-mail ou pelo WhatsApp.

Sobre a GeoScienceWorld

É uma organização sem fins lucrativos formada por um grupo de sociedades geocientíficas líderes no mundo, com o propósito de fazer com que a realização de pesquisas no campo das geociências e áreas correlatas seja simples e economicamente viável através da internet. Representando mais de 100.000 geocientistas em todo mundo, a GeoScienceWorld simboliza uma colaboração sem precedentes no campo geocientífico.

Seu acervo é composto por 47 periódicos de alto impacto disponíveis em texto completo e com artigos arbitrados em todas as disciplinas relacionadas às geociências. Além disso, a GeoScienceWorld já tem mais de 165.000 artigos publicados em 47 periódicos de ponta editados por 29 editoras e sociedades líderes no campo das geociências. Os conteúdos estão totalmente integrados ao GeoRef, a mais completa base de dados bibliográficos em ciências da terra.

 

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