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De testes falsos-positivos e esgotamento mental a danos em órgãos vitais, confira os temas dos conteúdos mais lidos em abril sobre a COVID-19 no JAMA (imagem: iStock). De testes falsos-positivos e esgotamento mental a danos em órgãos vitais, confira os temas dos conteúdos mais lidos em abril sobre a COVID-19 no JAMA (imagem: iStock).
Cinco conteúdos JAMA sobre COVID-19 mais lidos em abril
  • Artigo
  • COVID-19
  • 29/04/2022
  • Medicina, Vacinas, JAMA, DotLib

Ainda que as vacinações contra a COVID-19 já estejam na 4ª dose e as autoridades públicas estejam diminuindo as restrições de combate à doença, a pandemia causada pelo SARS-CoV-2 ainda não terminou. Até o momento, o Brasil acumula 30,4 milhões de casos e 663 mil mortes, com os estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná concentrando os maiores índices de COVID do país. Cerca de 428 milhões de doses das vacinas foram aplicadas e 77,5% da população brasileira está totalmente vacinada, de acordo com os dados da Our World in Data.

Atenta ao cenário, a equipe Dot.Lib separou os cinco conteúdos sobre a COVID-19 (ou relacionados ao tema) mais lidos no mês de abril, todos verificados e publicados no JAMA, o periódico da American Medical Association. Veja a seguir.

1) Degeneração olfativa

Pessoa tentando sentir o cheiro de uma fruta

Imagem: iStock

O artigo “Avaliação post-mortem da degeneração do tecido olfativo e microvasculopatia em pacientes com COVID-19” descreve os efeitos neuropatológicos da COVID-19 na região olfativa de pacientes que faleceram em decorrência da infecção. Para isso, os cientistas realizaram avaliações post-mortem em 23 pacientes e 14 controles pareados.

Os resultados mostraram sinais de patologia axonal mais grave, perdas axonais e patologia microvascular em maior quantidade no tecido olfativo de pacientes com COVID-19 do que nos indivíduos controle. A patologia no olfato foi particularmente grave em pacientes com alterações olfativas relatadas, mas não foi associada à gravidade clínica, ao momento da infecção ou à presença de SARS-CoV-2 no tecido olfativo.

2) Miocardite e vacinas

Ilustração de um coração inflamado

Imagem: iStock

Há algum tempo, tem se espalhado a informação de que as vacinas contra a COVID-19 estariam associadas à miocardite — em termos gerais, uma inflamação no músculo cardíaco. O estudo de coorte “Vacinação contra SARS-CoV-2 e miocardite em um estudo de coorte nórdico de 23 milhões de residentes” avaliou 23,1 milhões de pessoas em 4 países nórdicos que foram imunizadas com uma das quatro vacinas aprovadas pela Agência Europeia de Medicamentos, entre as quais estão a BNT162b2 (Pfizer-BioNTech), mRNA-1273 (Moderna), AZD1222 (AstraZeneca) e Ad26.COV2.S (Janssen).

De acordo com as conclusões da pesquisa, o risco de miocardite associado às vacinas, especialmente as de mRNA, foi maior em homens jovens de 16 a 24 anos após a segunda dose. Esses achados são compatíveis com 4 a 7 eventos em excesso em 28 dias por 100.000 vacinados com a segunda dose de BNT162b2, e entre 9 e 28 eventos em excesso por 100.000 duplamente vacinados com mRNA-1273. No entanto, os autores afirmam que “o risco deve ser equilibrado com os benefícios da proteção contra a doença grave de COVID-19”.

3) Crise na Medicina

Médica cansada e sentada no chão

Imagem: iStock

Para além dos riscos da infecção pelo SARS-CoV-2, os efeitos provocados pela pandemia de COVID-19 geraram efeitos psicológicos desastrosos na população mundial, principalmente nos profissionais da saúde, que estiveram e continuam a estar na linha de frente do combate à doença. Como o próprio título da matéria diz, “Levados ao limite, 1 em cada 5 médicos pretende deixar a prática”.

Uma pesquisa realizada por dois anos com mais de 36 mil médicos nos Estados Unidos descobriu que o esgotamento mental estava afetando aproximadamente 50% da força de trabalho em todas as disciplinas médicas durante 2020. Entre os motivos mais citados pelos médicos e enfermeiros entrevistados estão o agravamento de problemas pessoais, falta de equipamentos de proteção individual e outros recursos nos postos de atendimento primário e falta de perspectiva profissional ou mesmo de vida.

4) Falsos-positivos

Médico avaliando o resultado de teste antígeno para COVID

Imagem: iStock

O artigo “Resultados falsos-positivos em testes rápidos de antígeno para SARS-CoV-2”, como o título sugere, investigou a confiabilidade dos resultados de testes rápidos para detecção do novo coronavírus. De janeiro a outubro de 2021, foram realizados 903.408 testes rápidos de antígenos em 537 locais de trabalho do Canadá, com 1.322 resultados positivos (0,15%), dos quais 1.103 continham informações de PCR. O número de resultados falsos-positivos foi de 462 e destes, 60% ocorreram em dois locais de trabalho há 675 km distantes, executados por diferentes empresas entre 25 de setembro e 8 de outubro de 2021.

Todos os resultados de testes falso-positivos desses locais de trabalho foram extraídos de um único lote do dispositivo de teste rápido Panbio COVID-19 Ag da Abbott. Os autores do estudo chegaram à conclusão de que a taxa geral de resultados falsos-positivos dos testes rápidos de antígeno total para SARS-CoV-2 foi muito baixa e consistente com outros estudos menores e que o agrupamento de resultados falsos-positivos de um lote foi provavelmente são defeitos de fabricação.

5) COVID no cérebro

Ilustração da COVID agindo no cérebro

Imagem: iStock

Mesmo a COVID-19 leve pode mudar o cérebro”, é o que indica uma notícia veiculada no JAMA sobre um estudo publicado em uma importante revista. Os pesquisadores realizaram varreduras cerebrais em 800 indivíduos antes e meses após infecção pela COVID-19 e compararam com as varreduras feitas em pessoas saudáveis. Os participantes infectados apresentaram maior perda de massa cinzenta, encolhimento no tamanho da estrutura cerebral e anormalidades nos tecidos, principalmente nas áreas do cérebro associadas ao olfato.

Foram realizadas ressonâncias magnéticas de 2014 até o início de março de 2020 em voluntários originais com idades entre 51 e 81 anos, que fizeram uma segunda rodada de exames entre fevereiro e maio de 2021. O estudo incluiu 401 casos de voluntários infectados com SARS-CoV-2 dos quais 4% foram hospitalizados e 2% receberam cuidados intensivos.

Já no grupo de controle, foram escolhidos voluntários sem infecção por SARS-CoV-2 que foram pareados com o grupo de infectados por critérios como idade, sexo, etnia, tempo decorrido entre exames e fatores de risco como pressão arterial, obesidade e tabagismo.

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Imagem: JAMA

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O journal pertence à American Medical Association, instituição que há mais de 160 anos é reconhecida por seus valores de excelência, integridade e ética, representando o que há de melhor na Medicina praticada hoje nos EUA por meio de uma série de publicações de ponta em diversas especialidades médicas.

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