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Pesquisa brasileira: uma análise por área de conhecimento
  • Artigo
  • Dotlib, Ciências da Saúde, Ciências Exatas e da Terra, Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Humanas
  • 20/12/2019
  • artigo científico, pesquisa brasileira

A produção de artigos científicos é uma constante na vida acadêmica e ao longo da trajetória profissional, principalmente, no campo da ciência.  Diversos estudos e inovações tecnológicas têm contribuído para o progresso em diversas áreas de conhecimento, como na saúde e afins. Podemos considerar o Brasil como um dos países que mais produz conteúdo científico no mundo.

Em 2018, os pesquisadores brasileiros publicaram mais de 50.000 artigos, ocupando a 13ª posição no mundo em produção de artigos e revisões de pesquisas, de acordo com o relatório "A Pesquisa no Brasil: promovendo a excelência" desenvolvido pelo Grupo Web of Science para CAPES no período de 2013 a 2018.

O estudo fornece mais uma análise da pesquisa brasileira em um contexto global, considerando fatores como: a importância das colaborações internacionais e o impacto da pesquisa. Neste post, vamos abordar as principais avaliações dos trabalhos dos pesquisadores brasileiros por áreas de conhecimento de acordo com as categorias da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). 

Pesquisa científica brasileira x Área de conhecimento

Para o relatório “A Pesquisa no Brasil: promovendo a excelência”, a referência de excelência de artigo é medida através do Impacto de Citações Normalizado da Categoria (CNCI), analisando as 9 áreas de conhecimento — Ciências da Saúde, Ciências Biológicas, Ciências Exatas e Terra, Ciências Agrícolas, Engenharia, Multidisciplinar, Ciências Sociais Aplicadas, Humanidades e Ciências Sociais e Linguística, Literatura e Artes — definidas pela CAPES. 



Veja abaixo as principais informações observadas:


• A maioria das pesquisas brasileiras indexadas foi nas áreas de Ciência da Vida e Físicas e Engenharia, com base nos conteúdos publicados na base da Web of Science.

• Os pesquisadores geralmente escrevem livros ou documentos normativos, com menor representatividade na base Web of Science, nas áreas de artes, humanidades e ciências sociais.

• Mais de um terço dos trabalhos em Ciências Biológicas e quase metade em Ciências Exatas e da Terra possuem colaboradores estrangeiros, o que contribui para elevar o CNCI.

•  Apesar dos baixos números na Web of Science, a produção científica da pesquisa brasileira em Ciências Sociais Aplicadas (1.03) e Ciências Humanas (1.00) possui um alto impacto de citações, ficando acima da média mundial, conforme consta na figura abaixo


Nos últimos 6 anos é possível verificar a evolução na pesquisa brasileira. Como podemos perceber no gráfico, tivemos um crescimento na produção em todas as áreas de pesquisa com exceção de Linguística, Literatura e Artes.



Em Ciências da Saúde (18,7%) e Ciências Agrícolas (21,9%) foram verificados os menores índices de crescimento, se comparado com à Engenharia, que cresceu em quase dois-terços, ultrapassando a produção de Ciências Agrícolas em 2018.

Forças, fraquezas, oportunidades potenciais e ameaças

Agora, vamos apresentar a pesquisa do Brasil nas nove categorias CAPES comparadas com índices comparativos da produção global e impactos de citação. No eixo horizontal trata-se da produção proporcional relativa que é a relação representando a proporção da produção da área de pesquisa na produção mundial. Entenda os conceitos de área fraca, forte ou área potencial de oportunidades para melhor interpretação do gráfico:

Área forte: Áreas de pesquisa localizadas no quadrante superior direito onde a produção relativa e impacto de citações estão ambos acima de 1.0 são consideradas áreas mais fortes.

Área com oportunidades potenciais: Áreas de pesquisa localizadas no quadrante superior esquerdo onde a produção é relativamente baixa, mas o impacto de citações é alto são consideradas oportunidades potenciais. 

Área fraca: Se estiverem localizadas no quadrante inferior esquerdo, onde tanto a produção relativa quanto o impacto de citações estão abaixo das médias mundiais.

Áreas sob ameaça: áreas de pesquisa no quadrante inferior direito com produções relativamente altas, mas com baixo impacto de citações.

Seguem as principais avaliações:

• A produção científica na área de Ciências da Saúde durante o período analisado ficou acima de 1,0 e o CNCI em 0,91. Dessa forma, é considerada um área potencialmente forte. O Brasil é 3,5 vezes mais produtivo que a média mundial em Ciências Agrícolas. 

• Ciências biológicas e Ciências Agrícolas são áreas ameaçadas, pois o Brasil tem uma alta produtividade neste assunto. Mas, a pesquisa agrícola, geralmente tem mais importância local, sendo assim não desperta atenção em nível internacional.

• Linguística, Literatura e Artes e Engenharia são consideradas áreas de pesquisas fracas. A maior parte dessas pesquisas pode estar em português com um número limitado de leitores globais. Logo, baixa cobertura na Web of Science. Isso quer dizer que, em termos globais essa área é considerada “fraca” devido à sua natureza especializada e à pequena comunidade de pesquisa. 

• Existem mais oportunidades para pesquisas brasileiras nas Ciências Exatas e da Terra, onde o impacto da citação está acima da média para o Brasil, no entanto internacionalmente está proporcionalmente abaixo de outras áreas de pesquisa. 


Conhecer o cenário das pesquisas brasileiras em nível global é fundamental para entender melhor as tendências e, consequentemente, evoluir ainda mais esse crescimento nos diversos campos de conhecimento. Para ter acesso ao relatório “A Pesquisa no Brasil: Promovendo a excelência” (2013-2018) completo, clique aqui.

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