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Outubro Rosa: conheça a data e sua importância
  • Artigo
  • Saúde Pública
  • 08/10/2021
  • Oncologia, Câncer de Mama, DotLib, Outubro Rosa

O “Outubro Rosa” é uma das campanhas mais difundidas no Brasil e no mundo no combate ao câncer de mama, que é a doença mais prevalente na população feminina mundial.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), 2,3 milhões foram diagnosticadas com a doença em 2020 e cerca de 685 mil pessoas foram vitimadas pela enfermidade.

Já no Brasil, dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) mostraram que, em 2020, o câncer de mama foi o segundo tipo da doença que mais afetou as mulheres, representando 20,9% de todos os cânceres.

História da campanha

Em 1990, nos Estados Unidos, o Congresso norte-americano oficializou o mês de outubro como o período do ano dedicado a esse objetivo. No mesmo ano, a Fundação Susan G. Komen for the Cure lançou o laço cor-de-rosa e distribuiu aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York (EUA).

Sete anos depois, outras cidades norte-americanas aderiram à campanha. Foi então que o famoso laço rosa começou a aparecer em diversos eventos de médio e grande porte.

Atualmente, o lembrete sobre a importância da data também aparece nos prédios e pontos turísticos, cuja iluminação é modificada para a cor rosa anualmente, durante todo o mês de outubro. 

No Brasil, a primeira ocorrência do tipo aconteceu em 2002, quando o Obelisco do Ibirapuera, em São Paulo, foi iluminado por tons de rosa.

Sobre o câncer de mama

O câncer de mama surge quando as células das glândulas mamárias, compostas por tecido adiposo e conjuntivo, crescem acima da média. Esse fenômeno desencadeia os chamados tumores, que podem ser benignos ou malignos.

Causas

Apesar dos fatores ambientais e genéticos serem considerados no diagnóstico, ainda não se sabe qual a exata causa do surgimento de nódulos e tumores nas mamas. Algumas mulheres possuem mutações em genes como HER2, BRCA1, BRCA2, CHEK2 e p53, que foram associadas ao câncer de mama.

Outra hipótese é de que a exposição prolongada ao estrogênio — quando a menstruação é iniciada antes dos 12 anos e vai além dos 50 — pode favorecer o surgimento do câncer de mama.

Em geral,  a mulheres devem se preocupar com seu estilo de vida: não praticar exercícios físicos, ser obeso, tomar anticoncepcionais orais, consumir álcool e fumar são considerados fatores de risco para o câncer de mama.

Sintomas

O nódulo anormal ou inchaço na mama são os sintomas mais comuns, mas também podem aparecer nódulos ao lado da mama ou embaixo do braço. Os sintomas mais incomuns podem incluir dor inexplicável na mama, secreção mamária anormal, alterações na textura da pele ou na própria pele ao redor da mama.

Mitos e verdades

1) O autoexame basta para diagnosticar o câncer de mama: MITO

Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec) revelou que 47% das mulheres não estão em dia com a rotina de detecção do câncer de mama. Outro dado relevante é que 42% acreditam que o autoexame é capaz de diagnosticar a doença por si só.

Além de ser um mito, esta é uma informação perigosa: o exame por toque não é capaz de não detectar tumores menores do que 2 centímetros, aumentando as chances de o tumor estar em estágio avançado quando a paciente consegue notá-lo.

2) Ultrassonografia e ressonância magnética são capazes de detectar a doença: VERDADE

Apesar da mamografia ser o exame mais conhecido e indicado pelos médicos para a detecção de tumores, o exame de ressonância magnética e a ultrassonografia complementam os exames iniciais e trazem mais precisão ao diagnóstico.

A ressonância magnética das mamas é a técnica com maior sensibilidade para detectar a doença, embora seu custo seja alto e sua disponibilidade seja baixa. A ultrassonografia é um complemento que examina mais a fundo e auxilia na detecção dos casos mais complexos.

3) Só mulheres podem ter câncer de mama: MITO

Assim como as mulheres, homens também têm glândulas mamárias e hormônios femininos, ainda que em menor quantidade. Dessa forma, o público masculino também está sujeito a desenvolver o câncer de mama. No entanto, a condição é rara e, geralmente, afeta os homens a partir dos 50 anos.

Para se ter ideia da proporção da doença em homens e mulheres, o Atlas da Mortalidade por Câncer de 2019 registrou, no mesmo ano, o total de 18.296 óbitos pela doença nas mamas, sendo 18.068 mulheres e 227 homens.

4) A fertilidade pode ser impactada pelo tratamento de câncer de mama: VERDADE

Nem todos os tratamentos podem causar problemas de fertilidade, mas nos casos cuja quimioterapia é indicada, são grandes as chances de haver um comprometimento da reserva ovariana da paciente.

A toxicidade dos medicamentos presentes na quimioterapia pode causar uma depleção dos folículos primordiais do ovário. Desse modo, as reservas ovarianas são exauridas, ocasionando a interrupção da menstruação e consequente menopausa, que é caracterizada pela secura vaginal e ondas de calor.

Últimos estudos

A seguir, confira as últimas descobertas da comunidade médico-científica sobre o câncer de mama publicadas nos mais renomados periódicos científicos do mundo:

British Medical Journal (BMJ)

O estudo “Uso de inteligência artificial para análise de imagem em programas de rastreamento de câncer de mama: revisão sistemática da precisão do teste” (título traduzido do inglês) tem como objetivo examinar a precisão da inteligência artificial (IA) na detecção do câncer de mama no rastreamento por mamografia.

JAMA Oncology

A pesquisa “Avaliação da carga residual de câncer e sobrevivência livre de eventos no tratamento neoadjuvante para câncer de mama de alto risco” focou nas comparações das distribuições da carga residual de câncer  entre o controle randomizado e os tratamentos investigativos dentro dos subtipos de câncer de mama e em explorar a relação com a sobrevivência.

New England Journal of Medicine (NEJM)

Publicado recentemente no periódico NEJM, o estudo “Câncer de mama, mutações HER2 e superação da resistência a medicamentos” sugere que o câncer de mama decorrente de mutação pelo receptor HER2 pode desenvolver resistência a drogas que inibem o domínio da tirosina quinase do HER2 por meio do desenvolvimento de mutações na proteína HER3, aumentando a dimerização entre HER2 e HER3. As mutações HER3 aumentam a sinalização.

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