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A Ciência e os atletas de alto rendimento
  • Artigo
  • Tecnologia, Dotlib, Ciências da Saúde
  • 25/08/2021
  • Medicina Esportiva, DotLib, Ciência, Atletas

Os Jogos Olímpicos de Tóquio deixaram saudades, especialmente com uma conquista histórica para o nosso país. O Brasil e nossos atletas conquistaram seu melhor resultado entre as edições, com sete medalhas de ouro, seis de prata e oito de bronze, o que nos rendeu a décima segunda posição no ranking de países por quantidade de medalhas.

Ainda mais incrível que a nova marca brasileira nos Jogos, foi observar o esforço dos nossos atletas em dar o melhor de si. São atletas de alto nível, que dedicam suas vidas ao esporte e que lidam constantemente com os desafios de manter o principal instrumento de trabalho que possuem, o corpo, em um estado que lhes permita sustentar padrões altos de treinamento.

O treino pesado exige muito do corpo e pode levar os atletas tanto a infelizes lesões quanto a resultados extraordinários, estes que extrapolam os limites que costumamos traçar para a capacidade física humana. O ex-velocista olímpico Usain Bolt é um exemplo disto, com seus oito ouros olímpicos e o incrível recorde de 100 metros em menos de 10 segundos. Outro grande exemplo é a ginasta brasileira Daiane dos Santos que, apesar de nunca ter ganhado uma medalha olímpica, saltava quase duas vezes mais alto que sua própria altura.

Esses e outros casos se superam e, com o apoio ativo da ciência, podemos ser surpreendidos mais e mais vezes. Estudos que vão da Medicina à Fisiologia compreendem áreas de abordagem que englobam desde o DNA, com análise de marcadores genéticos ligados à performance, até os temas relacionados ao equilíbrio muscular, variável entre os atletas. Esses estudos servem não somente como forma de estudar a capacidade dos atletas e de ter uma base científica que permita melhorar o desempenho nos esportes, mas também como forma de protegê-los, prevenindo lesões.

No campo da genética, projetos como o Atletas do Futuro — formado por um grupo de pesquisadores de diversas universidades brasileiras — estudam a relação dos genes com o desempenho esportivo. Este projeto em específico utiliza os marcadores genéticos para entender as fortalezas dos atletas, como predisposição para atividades que exijam resistência, explosão ou velocidade, de forma que possa ser indicado o melhor tipo e intensidade de treino. Além disso, o projeto também tem o cunho social de direcionar as crianças em fase inicial na vida esportiva à modalidade que é mais indicada para cada uma delas.

Outra face importante da investigação acerca do desempenho esportivo dos atletas de alto rendimento se encontra no sistema muscular do corpo. Estudos recorrentes pós Jogos Olímpicos vêm observando a incidência de lesões e doenças esportivas nos grandes eventos, mapeamento que é extremamente relevante para estabelecer formas de prevenção e de cuidado.

É interessante observar que grande parte das lesões que ocorrem na prática de esportes se dá nos membros inferiores. Segundo um estudo publicado no British Journal of Sports Medicine (da editora BMJ) em 2017, que analisa a incidência de lesões e doenças esportivas nos Jogos Olímpicos Rio-2016, as áreas anatômicas mais comumente lesionadas foram joelho, coxa, tornozelo, face e perna.

O resultado se repete nos estudos publicados após os Jogos Olímpicos de 2004 — em que 50% de todas as lesões afetaram os membros inferiores — e de 2008, em que os diagnósticos mais prevalentes foram os de entorse de tornozelo e de distensão de coxa.

Alguns estudos apontam à possibilidade de que, em alguns casos de lesões, haja uma relação entre elas e possíveis desequilíbrios no desenvolvimento dos músculos, principalmente com a prática de exercícios repetitivos. Isso significa que um atleta pode desenvolver os músculos das coxas ou dos braços de forma irregular entre os lados do corpo, o que aumentaria o risco de lesões.

Investigar os aspectos que podem ser fatores de risco para lesões é importante para tornar a prática esportiva mais segura para os atletas. A nossa parceira Primal Pictures, por exemplo, tem modelos 3D de anatomia e fisiologia humana que são extremamente relevantes no estudo do que tange ao movimento, função e desempenho de exercícios.

Um recurso em específico chamado Functional Anatomy Suite é o melhor do mundo em função muscular, com mais de 10.000 estruturas reconstruídas a partir de dados humanos reais, que podem ser manejadas em camadas, ampliadas e giradas. O recurso vai da microanatomia a macroscopia, incluindo também mais de 500 vídeos de anatomia de superfície e de treinamentos de pessoas reais em exercícios como, entre outros, os de resistência.

O corpo humano possui um esquema de funcionamento complexo e que exige muito estudo. Quanto a Medicina Esportiva, quando se considera o nível de dificuldade e de desafios enfrentados pelos atletas de alta performance, isso se torna imperativo. Para tanto, é feliz que contamos, cada vez mais, com ferramentas tecnológicas de análise e de estudo nas diversas áreas da saúde, inclusive ferramentas simuladoras como as da Primal Pictures.

Nós queremos incentivar os estudos aprofundados acerca do corpo humano. Dessa forma, a DotLib quer oferecer a sua instituição um período de teste dos recursos da Primal Pictures. Basta preencher o formulário clicando aqui que entraremos em contato para agendar uma reunião.

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